No estado de Corrientes, você poderá realizar a Pesca Esportiva nos pesqueiros argentinos, onde estão concentrados os grandes peixes de couro e de escamas, hoje muito raramente encontrados no Brasil.
Ano após ano, pescadores vêm ao encontro do dourado, desafiam o peixe mais selvagem e lutador, dentre outras importantes espécies encontradas nas águas correntinas, com exemplares que chegam a pesar até 25 kg. A ele, somam-se o surubim, o pacu, o pintado e a piapara.
A pesca em Corrientes permite diferentes técnicas de acordo com a preferência dos pescadores: spinning, trolling, com mosca, fly fishing. Afortunadamente cada vez mais pescadores optam pelo sistema de pesca com devolução, demonstrando um verdadeiro espírito conservacionista. Nossos Pesqueiros se localizam nas localidades argentinas de Itaibaté, Yahapé e Itatí sobre o Rio Paraná, distantes a 450, 490, e 550 km, respectivamente, de Foz do Iguaçu no Paraná.
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Curiosidades
Localizadas na fronteira entre Argentina e Paraguai, as cidades de Itaibaté, Yahapé e Itatí são famosas pelo tamanho dos peixes ali capturados, realmente enormes. Embora a atenção de todos esteja voltada para os grandes troféus, principalmente dourados e surubins, lá o rio Paraná que é largo e com várias ilhas, proporciona belos exemplares de jaús, piaparas, pacus, piracanjubas e outros peixes esportivos. Lá se pesca principalmente de corrico, usando-se iscas de barbela grandes, que trabalham em maior profundidade - entre 6 e 8 m - em trechos do rio onde há canais profundos, sendo as iscas arrastadas pelas lanchas em baixa velocidade.
São necessária carretilhas grandes ou de porte médio, também é possível utilizar molinetes que comportem pelo menos 150 metros de linha multifilamento de espessura 0,26 a 0,28 mm, ou monofilamento 0,35 a 0,40 mm, com um líder de l,5 m de aço trançado de 40 libras de resistência, ou líder de fluorocarbono de 0,60 mm de espessura, do mesmo tamanho, com girador e snap.
Dessa forma se pesca o dourado e o surubim, mas pode se pegar também o Jaú e outros peixes. O melhor equipamento para essa técnica de pescaria parece ser uma carretilha do tamanho de um Abu 6500 ou Abu 7000, com grande capacidade de linha e com manivela grande, mais confortável para trabalhar o peixe e recuperar a grande quantidade de linha liberada, visto que as iscas ficam a uma distância de cerca de 70 a 80 m do barco.
Outra recomendação que foi confirmada na pescaria é o uso de linhas multifilamento, que são muito mais finas para a mesma resistência e que não têm nenhuma elasticidade, permitindo às iscas descer mais fundo e com respostas rápidas nas fisgadas.
Outra forma de pescar é de rodada, utilizando-se o mesmo equipamento, porém substituindo a isca artificial por anzóis tamanhos 6/0 a 9/0, iscados com tuviras e com uma chumbada de cerca de 40 g, para manter a isca próxima ao fundo.
Lá se pesca também poitado, tanto para os grandes peixes como também para a pesca da piapara, mudando apenas os equipamentos conforme o peixe. Durante a pesca da piapara, costuma-se pegar também o pacu e a piracanjuba. Finalmente, pode ser feita a pesca de arremesso com iscas artificiais menores -iscas de meia água de 7 a 12 cm, colheres, spinners- e com equipamento médio: varas de 10 a 20 libras e carretilhas ou molinetes com linhas monofilamento de 0,30 a 0,35 milímetros. Dessa forma se pode pegar dourados, piracanjubas e pacus.
A pescaria é feita em lanchas de fibra de vidro com seis metros de extensão, muito espaçosas, com bancos estofados, quatro suportes na popa para as varas. Essas embarcações são movidas por motores de popa de quatro tempos de 60 a 115 HP, bastante silenciosos que permitem percorrer rapidamente as distâncias até os pesqueiros. A lancha tem caixa térmica para as bebidas, depósito para as varas e até mesmo capas de chuva para o caso de necessidade.
O piloteiro leva também na lancha uma coleção das iscas utilizadas na pesca de corrico, que são de fabricação argentina, principalmente da marca Alfers. Essas iscas são emprestadas aos pescadores sem custo adicional, e só serão pagas se forem perdidas durante a pesca. Aqui registramos o bom serviço prestado pelos piloteiros, que são atenciosos e entendem bem a língua portuguesa.
Os piloteiros se mostram sempre interessados em que todos peguem seus peixes, preparando e regulando os equipamentos, fazendo os líderes de fluorocarbono e se esforçando para recuperar as iscas que se enroscarem. A lancha permite a pesca de três pescadores, embora o ideal seja que estejam pescando apenas dois. É obrigatória a devolução do dourado com vida ao rio, mas, geralmente, se procede da mesma forma com todos os peixes capturados.